NÍveis de AmputaÇÃo

Para Carvalho (2001) e May (1993), o membro residual de amputação é denominado coto.

O coto de amputação, agora considerado como um novo membro, é o responsável pelo controle da prótese durante a posição ortostática e a deambulação.

Para que isso seja possível, ele deve apresentar algumas características, tais como:

  1. Nível adequado: nem sempre o melhor coto é o mais longo. Para alguns níveis de amputação, como na de Chopart, podemos obter resultados menos satisfatórios com a protetização e reabilitação;
  2. Coto estável: a presença de deformidades nas articulações proximais ao coto pode dificultar a deambulação e a protetização;
  3. Presença de um bom almofadamento;
  4. Bom estado da pele: coto com boa sensibilidade, sem úlceras e enxertos cutâneos facilita a reabilitação cutâneos facilita a reabilitação;
  5. Ausência de neuromas terminais: para certos níveis a presença de neuromas impede o contacto e/ou descarga distal;
  6. Boa circulação arterial e venosa, evitando isquemia e estase venosa;
  7. Boa cicatrização: as suturas devem ser efectuadas em locais apropriados conforme o nível de amputação. As cicatrizes não devem ser irregulares, hipertróficas ou apresentar aderências, retracções, deiscências e supurações;
  8. Ausência de edema significativo (Carvalho, 2001).

Para a padronização da terminologia ortoprotésica foi desenvolvido uma sistema de classificação internacional para a definição dos níveis de amputação:

  1. Parcial de dedos e pé – Excisão de qualquer parte de um ou mais dedos do pé;
  2. Desarticulação do nível da articulação metatarso-falângica;
  3. Parcial de dedo do pé/ ressecção em raio. Ressecção do 3º, 4º e 5º metatársicos e dedos;
  4. Transmetatársico – amputação através da secção média de todos os metatarsos;
  5. Symes – desarticulação da tíbio-társica, podendo envolver a remoção dos maléolos e das partes distais do peróneo e da tíbia;
  6. Amputação transtibial – é realizada entre a amputação de Symes e a desarticulação do joelho. Podemos dividi-la em 3 níveis, ou seja, em amputação transtibial do terço proximal, médio e distal. Para esses níveis, devemos considerar a importância funcional da articulação do joelho na reabilitação e na deambulação dos pacientes amputados.

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