AmputaÇÃo
Amputação é uma palavra que deriva do latim, com o seguinte significado: ambi= em volta de; e putatio= podar/retirar.
Podemos definir amputação como sendo a retirada, normalmente cirúrgica, total ou parcial de um membro. Para os utentes menos esclarecidos, o termo “amputação” está relacionado com o terror, derrota e mutilação, trazendo de forma implícita, uma analogia com a incapacidade e a dependência.
No entanto a amputação, de uma forma geral, provocada quer por problemas vasculares, traumatismo, diabetes, tumor, quer por deformidade congénita deve ser encarada como:
- Uma forma de tratamento, o qual desembaraça, a maior parte das vezes os utentes de uma extremidade dolorosa e frequentemente inútil (Downie, 1983);
- O único meio de fornecer uma melhoria de qualidade de vida (QV) e não um fim em si mesmo, sendo um processo através do qual se alcançam novos horizontes (Cruz, 1994).
Por vezes, a amputação de um membro corresponde mesmo ao último recurso para salvar uma vida.
A amputação é a perda de uma parte do “EU”, em que a imagem corporal fica comprometida e profundamente alterada. Esta alteração produz uma desvantagem física permanente, provocando muitas vezes alterações das necessidades fisiológicas, psicológicas e sociais.HistÓria das AmputaÇÕes
As amputações de membros são tão antigas quanto a própria humanidade, a amputação mais antiga, é um crânio humano de 45 mil anos, com os dentes desgastados e alinhados, que indica a presença de membros superiores amputados.
Outras evidências são pinturas em cavernas da Espanha e França com aproximadamente 36 mil anos, que mostram mutilações de membros.
A referência escrita mais antiga sobre amputações encontrada é o Rig-Veda, um antigo poema sagrado indiano, reconhecido como a primeira referência escrita sobre próteses.
Este poema escrito entre 3500 e 1800 a.C. conta a história de uma rainha guerreira, que com um membro inferior amputado por ferimento de guerra, confeccionou uma prótese em ferro e retornou à batalha. (Carvalho, 2001